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d'aquém e d'além

COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

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COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

Embriaguez colectiva (I)

Augusto Semedo, 30.05.08

Em 1996, quando acompanhei a primeira de uma série consecutiva de presenças de Portugal nos campeonatos mundiais e europeus de futebol (de então para cá, só em 98 não estivemos no 'mundial' de França), pude observar presencialmente como do nada pode dar-se a sensação de muito.

No centro de Nottingham, quando surgiam uma câmara de filmar e os senhores da televisão, os portugueses que se encontravam espalhados pela praça em pequenos grupos convergiam. Juntos, saltavam e 'cantarolavam' mal acendia a luzinha indicadora de que a filmagem começara. Um deles, escolhido ao calha, dizia aquelas coisas sem sentido, em voz ofegante, ao jornalista. O registo de imagem terminava entretanto e todos se afastavam nas várias direcções. A pressuposta euforia acabara como começara. As imagens seriam exibidas num país que julgava viver-se em Inglaterra um clima de permanente festa.

Muita coisa mudou entretanto. A selecção habituou-nos a estar sempre presente e, exceptuando Coreia e Japão, tem-se mantido entre as quatro melhores de cada 'mundial' e 'europeu'. Os portugueses ganharam uma relação afectuosa com a equipa que os representa em eventos tão importantes, especialmente tratando-se de um país pequeno e com dificuldades de afirmação. Os adeptos presentes nos países anfitriões são hoje mais expansivos e unidos, e vestem adereços que os identificam perante os demais.

Depressa passámos à embriaguez colectiva. Do oito para o oitenta. Por orquestração ou simples aproveitamento. Hoje, pelo que se vê, há festa a mais. Ver-se-á mais tarde, a partir de 7 de Junho, se a concentração é de menos.

De Avran Grant à selecção portuguesa

Augusto Semedo, 27.05.08

Avran Grant - Nem sei se é bem assim que se escreve o nome. O homem não é figura simpática. É parcimonioso, talvez em excesso. Como chegou ao Chelsea não sei nem me interessa. As relações que mantinha com Mourinho enquanto conviveram, já numa fase de turbulência interna com reflexos nos resultados da equipa, adivinharam-se sempre difíceis. O ingresso do israelita nos 'blues' indiciava dificuldades internas para o exuberante Mourinho. 

Independentemente da forma como terá entrado, Grant foi capaz de lidar com um balneário dividido entre o apoio, a rejeição e a indiferença à mudança técnica; de ultrapassar as saudades de Mourinho e as desconfianças iniciais; de construir uma equipa igualmente sólida e mais desinibida até nos seus processos ofensivos. Recuperou, de forma notável, o atraso no Campeonato e fez o melhor percurso de sempre para o clube na Liga dos Campeões. E se a presença na final dependeu de pequenos pormenores que deram felicidade ao Chelsea, a fronteira entre o sucesso iminente e o fracasso doloroso diante do afortunado (naquela noite...) e titulado Manchester United teve apenas como responsável único e evidente meras circunstâncias casuais e fortuitas, próprias deste jogo. 

Grant acabou por ser vítima injusta. Como antes tinham sido Raniere e Mourinho. Como a seguir será o próximo.

Treinador que marcou o Chelsea e o futebol inglês como poucos mas nem sempre por razões aplaudidas, Mourinho - independentemente das razões pessoais que lhe possam caber - foi injusto e deselegante ao criticar o seu sucessor. Se ganhou muitas competições, noutras também se ficou pelo quase - e não terá sido por escassez de ambição ou de competência. Simplesmente porque, havendo treinadores 'especiais', nenhum deles é Deus. Como português e admirador das suas qualidades (embora não de forma cega e imprudente...), espero que a Mourinho não lhe aconteça o mesmo que ao homem que o substituiu com sucesso e competência no Chelsea - que um dia acabe despedido apenas porque a sua condição humana não pôde controlar o factor aleatório associado ao jogo.

Selecção - A campanha mediática voltou e os excessos regressam. Que a nossa equipa represente condignamente este país socialmente atormentado, honrando-o e prestigiando-o perante o Mundo. Que revele coesão e ambição, dando vitalidade aos grandes valores morais e volitivos associados à performance desportiva - e exemplos para muitos percursos de vida de cidadãos anónimos. Que promova o orgulho patriótico e continue a ser uma mais valia na promoção de Portugal.

O resto (os objectivos competitivos que lhes são exigidos como se jogássemos sozinhos e fossemos os melhores sem rival) deveria vir em consequência. Mas, definitivamente a ponderação - tendo-a, pode ser-se igualmente ambicioso! - não é connosco...

Os campeões

Augusto Semedo, 05.03.08

Um campeão é, por definição, o vencedor de uma prova desportiva em campeonato. E um campeonato é, também por definição, uma competição desportiva para apurar o melhor dos concorrentes - o campeão.

O campeão não é o indivíduo ou a equipa que fica em primeiro na série dos últimos. Nem quem é primeiro sem haver segundo. Celebrá-lo ou propagandeá-lo é admitir insuficiência e/ou desonestidade intelectual.

Campeões, pelos vistos, têm havido muitos e são cada vez mais. Nem que alguns deles (e não são assim tão poucos como isso...) não tenham adversários para competir consigo. E é fácil: escolhe-se uma modalidade desportiva, ou no próprio desporto uma classe onde a competitividade seja menor ou mesmo inexistente, para se ser o campeão.   

Dê-se os parabéns a tão valorosos, e distintos, desportistas! Como se ganhar ou perder uma competição determinasse, por si só, as qualidades do desportista e do Homem que o suporta. Como se a sua existência, na vida como no desporto, dependesse única e fundamentalmente dos resultados apresentados.

Enquanto assim for, promove-se a cultura da mediocridade. Por isso, é hoje mais difícil construir-se e consolidar-se realidades fortes, verdadeiramente marcantes pelo grau de exigência e pelos níveis de organização que envolvem, e também pela superior valorização que promovem no indivíduo e na comunidade.

O mérito existe sempre que há esforço e principalmente superação; e também a ambição legítima da afirmação através do desporto. Porém, há diferentes dimensões do êxito. 

Conto uma história, verídica e com alguns anos. De uma equipa que havia participado num Campeonato do Mundo. Chegados à terra, provenientes de um país distante, foram recebidos com pompa e circunstância pelo seu clube e pelas entidades oficiais convidadas para o momento comemorativo. Traziam consigo a áurea de um resultado notável para um Mundial: o 8º lugar!

Esqueceram-se foi de dizer que havia apenas oito equipas concorrentes e que os falsos heróis perderam para a sétima classificada tanto tempo (15 minutos) como a sétima para os campeões do Mundo. 

No meu tempo é que era?

Augusto Semedo, 28.02.08

Nos anos 80, quando comecei com esta doidice de ser treinador de futebol, a prática desportiva não estava tão generalizada. Muitos rapazes eram impedidos pelos seus progenitores, iniciava-se a formação mais tarde, não havia tantos clubes nem tantos agentes, mais ou menos qualificados, a enquadrar a actividade.

O mundo era mais acanhado; os jovens, mais atentos, tinham pouco por onde se dispersar. Os estímulos eram escassos, a vida mais pacata, as condições rudimentares e os clubes uma oportunidade para abrir horizontes que de outro modo se revelavam inacessíveis.

A realidade, 23 anos passados, mudou profundamente. Os pais acompanham mais, intrometem-se demais, preocupam-se com tudo, pressionam, exigem... Os jovens, mais conhecedores do mundo, têm hoje um andamento grande; o mundo está à distância de estímulos constantes e variados; as condições de vida melhoraram consideravelmente; os clubes da terra perderam peso mas recebem mais praticantes, estão genericamente melhor organizados e têm uma logística mais cuidada...

A televisão tem profunda influência. Mais, muitas vezes, que os treinadores. Dantes, ensinava-se e o atleta procurava interpretar, seguindo as indicações e concentrando-se nas suas tarefas. Poucos jogos eram transmitidos, os treinadores menos contestados, os jogadores menos idolatrados...

Hoje, a tendência é para que sejam seguidos, inocentemente, modelos que a televisão potencia. Com o objectivo de vender o produto (ou de se viver à custa dele...), releva-se o indivíduo em vez de se valorizar o colectivo; o treinador passou a ser o elo mais desprotegido de uma imensa cadeia de interesses - ele é o burro, o gajo que nunca acerta, apesar de ser ele quem trabalha todos os dias com os seus jogadores e de ter formação para exercer as suas responsabilidades -; os erros de arbitragem sobrepõem-se à apreciação crítica sobre o jogo; a ética está subjugada à obsessão do sucesso...

Esta "cultura" imposta pelo mundo adulto é apreendida pelos jovens praticantes. Hoje mais difíceis de satisfazer e mais exigentes, permanentemente atordoados com múltiplas iniciativas e oportunidades.

Os tempos são diferentes e os jovens de hoje igualmente diferentes. No meu tempo é que era? Errado! Naquele tempo, a ausência do futebol não era compensada com outras actividades e praticá-lo significava estatuto e uma oportunidade; hoje, quem não quiser o futebol tem muito com que se entreter e onde se perder.

Numa sociedade mais egocêntrica, ter tanta gente a praticar uma modalidade colectiva enquanto cresce numa lógica de individualismo, demonstra que este tempo, sendo bem diferente, também é!  

Construir resistindo ao miserabilismo

Augusto Semedo, 20.02.08

Num clube, o treinador saiu. Treinava um escalão jovem e era constantemente desautorizado pelo dirigente, curiosamente pai de um jogador habitualmente suplente. O copo transbordou quando, antes de um jogo, o treinador tinha a equipa definida no quadro, em frente aos jogadores, e o director chegou, desfez o 'onze', definindo outro.

Num outro clube, foi recebido com entusiasmo um convite para os seus jogadores irem assistir a um evento desportivo. Dificilmente recusável para quem se identifica com o promotor do convite. Em consequência, uma equipa faltou ao seu compromisso - o jogo nesse mesmo dia -, perdendo-o administrativamente por número insuficiente de jogadores.

Estes casos são falados à boca pequena. Há clubes assim, que quando são falados são-no apenas por bons motivos.

Mas, há casos em que assim não é. Onde tudo é motivo de dúvida, de murmúrio, de boatos, de insinuações... Por mais coerência que haja, por mais cuidados que se tenham num turbilhão de interesses e conveniências, dentro e especialmente fora.

Nuns casos, as dificuldades são minimizadas e os erros desvalorizados, sobrando atenção para o lado (bem positivo...) das acções empreendidas; noutros, a realidade que gravita à sua volta promove precisamente o inverso, transportando consigo uma conveniente (para alguns) carga negativa.

Hoje, em muitos ambientes, quem tenta construir não se concentra apenas na sua tarefa; resiste ao miserabilismo que ameaça transformar instituições prestigiadas em realidades menores, insuficientes e descaracterizadas, sujeitas a interesses múltiplos, circunstanciais e desencontrados. 

Desafios de um jogo

Augusto Semedo, 27.12.07

Esta não é uma história perfeita. Dificilmente será a história sonhada na infância. Mas é uma história real! Como todas elas, feita de momentos altos e de outros que nos ajudam a crescer ainda mais, a ver hoje o Mundo diferente, a ser agora melhores Cidadãos.

O futebol - este mundo que junta à volta de objectivos comuns tantas personalidades peculiares e tão diversas maneiras de interpretar os infindáveis acontecimentos que o rodeia -, tem, como poucas realidades, esse poder. É uma verdadeira escola para a vida!
Recheado de momentos mágicos e outros de desencanto, momentos de comunhão mas também de desencontros. Promove sentimentos diversos e mesmo contraditórios. É exigente nas rotinas diárias, na competição, nas relações interpessoais! Desperta competências adormecidas, estimula no desportista qualidades morais e manifestações de vontade que o cidadão pode aproveitar para a vida – na sua vivência familiar, profissional e comunitária.
O jogador a quem me dirijo neste escrito assinou o seu percurso futebolístico porque foi capaz de reunir um conjunto de pressupostos nucleares ao crescimento e ao rendimento de um atleta, potenciadores de competências necessárias à boa prática do jogo:
Sentir o que faz! = identificação com o jogo, com a equipa, com o clube…
Gostar do que faz! = prazer, dedicação, empenhamento…
Concretizar o que faz! = vontade, superação… capacidade de trabalho!
Saber estar! = boa relação com colegas e respeito pelas normas e regras de grupo, contribuindo para um bom ambiente e espírito de equipa.
O jogo nunca foi um problema mas uma oportunidade. Os desafios, momentos de afirmação pessoal e da equipa!
Há posturas e atitudes que ficam especialmente guardadas nas recordações do nosso percurso. Ainda hoje, aos atletas mais novos que procuramos orientar para o futebol e para a vida, há exemplos evidenciados.
Um deles é o dele, já júnior. Conto aos mais novos o que a ele era exigido para vir treinar e recolher de imediato ao colégio, onde era aluno interno, antes da hora estabelecida para o fazer. Que a mãe o ia buscar ao estádio, com o jantar na marmita, para ele poder comer enquanto o conduzia. Ele não faltava, não pedia para sair mais cedo, não deixava de dar o seu melhor. Limitava-se a cumprir como todos os outros, não alimentando excepções, ajustando-se à realidade e às regras estabelecidas.
Este exemplo ajuda a compreender porque cresceu ele tanto nas últimas etapas da sua formação – e depois, já sénior, porque confirmou e desenvolveu novas competências, chegando onde muitos outros poderiam e/ou desejariam.
A vida continua. Renovam-se projectos. Esta é também uma história incompleta…
excertos do prefácio para o livro de um amigo

A Liga Intercalar

Augusto Semedo, 29.11.07

Ora aqui está uma medida oportuna, que defende o futebol, as equipas e os jogadores. Porque permite que os jogadores menos utilizados não percam ritmo competitivo e os que abandonem períodos forçados de inactividade o recuperem mais rapidamente; porque permite diminuir tensões no interior dos planteis e dar visibilidade a um maior número de jogadores; porque permite defender e dar oportunidade a jogadores mais jovens, muitos deles tapados nos seus primeiros passos como seniores, contribuindo para o complemento da sua formação a um nível competitivo superior ao encontrado nas categorias inferiores.

A Liga Intercalar reedita os defuntos campeonatos de reservas ou torneios de início e de encerramento de época. Que terminaram há muito, fruto de uma decisão muito mais administrativa que técnica. Competições como esta sobrecarregam os clubes com mais jogos oficiais mas permitem aos mesmos rentabilizar os seus activos. Por isso, é redutor atribuir-se a utilidade destas provas ao cumprimento de castigos federativos, como acontecia dantes.

Tive oportunidade, como treinador de juniores e adjunto de seniores, de fazer campeonatos de reservas durante cinco épocas consecutivas. Final dos anos 80, princípios de 90. Não tenho dúvidas em afirmar que parte do sucesso dos trabalhos então realizados, que permitiram a afirmação de novos valores no futebol local, deveu-se à oportunidade de competir oficialmente a meio da semana. 

Deixem-me sublinhar que esta novel Liga Intercalar é uma das (poucas) decisões recentes com evidente impacto na área técnica do futebol. Devia encontrar seguidores noutras regiões e associações de futebol do país, no interesse do futebol e do jogador português. 

Somos os maiores!?

Augusto Semedo, 22.11.07
Anteriores presenças no Campeonato da Europa - apenas selecções apuradas
País Edições
9 Alemanha 1972, 1976, 1980, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
8 Rússia 1960, 1964, 1968, 1972, 1988, 1992, 1996, 2004
7 Espanha 1964, 1980, 1984, 1988, 1996, 2000, 2004
7 Holanda 1976, 1980, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
6 República Checa 1960, 1976, 1980, 1996, 2000, 2004
6 França 1960, 1984, 1992, 1996, 2000, 2004
6 Itália 1968, 1980, 1988, 1996, 2000, 2004
4 Portugal 1984, 1996, 2000, 2004
3 Roménia 1984, 1996, 2000
3 Suécia 1992, 2000, 2004
2 Grécia 1980, 2004
2 Suíça 1996, 2004
2 Croácia 1996, 2004
2 Turquia 1996, 2000
0 Áustria  
0 Polónia  

 

Portugal apurou-se para o Euro 2008. Sem conseguir ganhar um jogo às três selecções que consigo alimentaram expectativas de qualificação até à dupla jornada final. Mas, pronto: somos os maiores! E vamos lá para ser campeões. É disso que se fala já. Nunca fizemos as coisas por menos e sempre nos borrifámos para os outros. No nosso umbigo só há espaço para os nossos craques e para as virtudes que efectivamente possuímos. Esqueça-se o resto.... as limitações no recrutamento para algumas posições, as debilidades colectivas, os fracassos exibicionais, o apuramento nervoso e mais tremido das recentes edições.

Prefiro que Portugal corra por fora. Ninguém vai a uma fase final sem ambicionar o ceptro. O orgulho que a selecção nos vem dando seria merecedor de coroação. Até a Grécia, a formação menos cotada do último Europeu e a que menos foi levada a sério em 2004, chegou, viu e ganhou.

Correr por fora não é um acto de menoridade mas de racionalidade. Não significa menor ambição, antes o reconhecimento de que há selecções igualmente capazes e mais favoritas. Pelo seu peso histórico e institucional, pela sua inesgotável fonte de recursos, pela sua identidade colectiva e consistência de jogo.

Somos bons mas não os maiores! O 4º lugar no Mundial'06 foi fantástico mas não suficientemente valorizado pelos portugueses. Quantas vezes mais conseguiremos chegar às meias finais? Em contraponto, a Alemanha, senhora de um currículo impressionante, festejou o seu 3º lugar como se do título se tratasse. Apesar de ter organizado a competição e de, nessa condição, já antes ter-se sagrado campeã mundial. É, de resto, a única selecção apurada para todos os Europeus de futebol! Esticar a corda, fazendo uma abordagem boçal e apenas emotiva à realidade envolvente, dá nisto. 

Colectivo da Inglaterra gela 'estrelas' lusas

Augusto Semedo, 21.11.07

Rui Caçador, técnico nacional dos sub-21, tinha avisado que a Inglaterra era o melhor colectivo da categoria e a selecção britânica demonstrou-o em Águeda. Portugal, tirando os minutos iniciais e a pressão consentida na recta final, nunca se conseguiu impor verdadeiramente ao adversário, que controlou quase sempre o ritmo do jogo.

À capacidade técnica portuguesa, a Inglaterra respondeu com uma estrutura colectiva bem trabalhada e ainda com um desconcertante Walcott (excelente avançado!) a pôr em sentido a defesa lusa. Além da cultura táctica revelada, a Inglaterra mostrou-se forte do ponto de vista físico. Na selecção portuguesa, destaque-se a segurança de Ricardo Batista, a acção dinamizadora de Paulo Machado e o peso de João Moutinho (embora longe do brilhantismo) nos processos de jogo algo previsíveis da equipa.