COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

20
Fev 08

Num clube, o treinador saiu. Treinava um escalão jovem e era constantemente desautorizado pelo dirigente, curiosamente pai de um jogador habitualmente suplente. O copo transbordou quando, antes de um jogo, o treinador tinha a equipa definida no quadro, em frente aos jogadores, e o director chegou, desfez o 'onze', definindo outro.

Num outro clube, foi recebido com entusiasmo um convite para os seus jogadores irem assistir a um evento desportivo. Dificilmente recusável para quem se identifica com o promotor do convite. Em consequência, uma equipa faltou ao seu compromisso - o jogo nesse mesmo dia -, perdendo-o administrativamente por número insuficiente de jogadores.

Estes casos são falados à boca pequena. Há clubes assim, que quando são falados são-no apenas por bons motivos.

Mas, há casos em que assim não é. Onde tudo é motivo de dúvida, de murmúrio, de boatos, de insinuações... Por mais coerência que haja, por mais cuidados que se tenham num turbilhão de interesses e conveniências, dentro e especialmente fora.

Nuns casos, as dificuldades são minimizadas e os erros desvalorizados, sobrando atenção para o lado (bem positivo...) das acções empreendidas; noutros, a realidade que gravita à sua volta promove precisamente o inverso, transportando consigo uma conveniente (para alguns) carga negativa.

Hoje, em muitos ambientes, quem tenta construir não se concentra apenas na sua tarefa; resiste ao miserabilismo que ameaça transformar instituições prestigiadas em realidades menores, insuficientes e descaracterizadas, sujeitas a interesses múltiplos, circunstanciais e desencontrados. 

publicado por Augusto Semedo às 22:14

Correspondendo à solicitação manifestada pelo Jornal da Bairrada, assinalando o 57º aniversário da sua publicação, redigi e enviei o seguinte texto:
 
"O JB é testemunho eloquente do caminho que a (boa) Imprensa Regional tem trilhado. Pela evolução implementada nas duas últimas décadas; pela adaptação a tempos novos de exigência e inovação; pela missão insubstituível na divulgação e valorização de anseios, reivindicações, realidades e iniciativas que de outro modo sairiam diminuídas; pelo contributo activo no desenvolvimento das comunidades que serve…
Como vários projectos do nosso mundo, este e outros da Imprensa Regional serão sempre práticas inacabadas, sujeitas às motivações e à ambição de quem o dirige e dos que nele trabalham - mas também, e fundamentalmente, às do público a quem se destina.
Os aniversários são datas que fortalecem as convicções necessárias ao reforço das realidades, partindo da atitude reflexiva que merecem todos os pormenores do percurso até hoje realizado. Um forte abraço de respeito!
 
Augusto Semedo
(director-adjunto do Região de Águeda)"

 

publicado por Augusto Semedo às 16:02
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14
Fev 08

1993 foi ano de festa em Carvalhal. Por um acaso, a luz eléctrica finalmente chegara. A empresa que explorava uma mini-hídrica precisava que uma linha passasse pelo estreito vale do Águeda, e as negociações com a autarquia abriram a possibilidade à electrificação da aldeia.

Como em Rio de Maças, ali a dois passos, a ocasião foi celebrada com pompa e circunstância. Com ementa a condizer e muitos 'notáveis'.

Outro acaso acontecera alguns anos antes. O fatídico incêndio de 1986 possibilitou que, no âmbito de um programa comunitário, algumas estradas fossem abertas na serra. Surgia assim o primeiro, mas rudimentar, acesso a Carvalhal. Por uma picada estreita, sinuosa e irregular.

Foi por aí que desci até ao vale naquele frio e chuvoso dia em que se celebrou a chegada da electricidade aos dois últimos lugares do concelho de Águeda. Hoje, duas estradas asfaltadas unem o vale do Rio Águeda ao mundo. Uma delas, já no município de Tondela, separa Carvalhal da estrada Caramulo/Águeda. Dois insignificantes quilómetros, investimento recente que levou anos a concretizar-se. As casas da aldeia, compradas por forasteiros, são recuperadas para momentos de lazer. Afinal, a Carvalhal tão distante durante tanto tempo, escondida pelos montes e vales da serra, é já ali. Tão perto.

publicado por Augusto Semedo às 00:03
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