COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

22
Nov 07
Anteriores presenças no Campeonato da Europa - apenas selecções apuradas
País Edições
9 Alemanha 1972, 1976, 1980, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
8 Rússia 1960, 1964, 1968, 1972, 1988, 1992, 1996, 2004
7 Espanha 1964, 1980, 1984, 1988, 1996, 2000, 2004
7 Holanda 1976, 1980, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004
6 República Checa 1960, 1976, 1980, 1996, 2000, 2004
6 França 1960, 1984, 1992, 1996, 2000, 2004
6 Itália 1968, 1980, 1988, 1996, 2000, 2004
4 Portugal 1984, 1996, 2000, 2004
3 Roménia 1984, 1996, 2000
3 Suécia 1992, 2000, 2004
2 Grécia 1980, 2004
2 Suíça 1996, 2004
2 Croácia 1996, 2004
2 Turquia 1996, 2000
0 Áustria  
0 Polónia  

 

Portugal apurou-se para o Euro 2008. Sem conseguir ganhar um jogo às três selecções que consigo alimentaram expectativas de qualificação até à dupla jornada final. Mas, pronto: somos os maiores! E vamos lá para ser campeões. É disso que se fala já. Nunca fizemos as coisas por menos e sempre nos borrifámos para os outros. No nosso umbigo só há espaço para os nossos craques e para as virtudes que efectivamente possuímos. Esqueça-se o resto.... as limitações no recrutamento para algumas posições, as debilidades colectivas, os fracassos exibicionais, o apuramento nervoso e mais tremido das recentes edições.

Prefiro que Portugal corra por fora. Ninguém vai a uma fase final sem ambicionar o ceptro. O orgulho que a selecção nos vem dando seria merecedor de coroação. Até a Grécia, a formação menos cotada do último Europeu e a que menos foi levada a sério em 2004, chegou, viu e ganhou.

Correr por fora não é um acto de menoridade mas de racionalidade. Não significa menor ambição, antes o reconhecimento de que há selecções igualmente capazes e mais favoritas. Pelo seu peso histórico e institucional, pela sua inesgotável fonte de recursos, pela sua identidade colectiva e consistência de jogo.

Somos bons mas não os maiores! O 4º lugar no Mundial'06 foi fantástico mas não suficientemente valorizado pelos portugueses. Quantas vezes mais conseguiremos chegar às meias finais? Em contraponto, a Alemanha, senhora de um currículo impressionante, festejou o seu 3º lugar como se do título se tratasse. Apesar de ter organizado a competição e de, nessa condição, já antes ter-se sagrado campeã mundial. É, de resto, a única selecção apurada para todos os Europeus de futebol! Esticar a corda, fazendo uma abordagem boçal e apenas emotiva à realidade envolvente, dá nisto. 

publicado por Augusto Semedo às 10:49

21
Nov 07

Rui Caçador, técnico nacional dos sub-21, tinha avisado que a Inglaterra era o melhor colectivo da categoria e a selecção britânica demonstrou-o em Águeda. Portugal, tirando os minutos iniciais e a pressão consentida na recta final, nunca se conseguiu impor verdadeiramente ao adversário, que controlou quase sempre o ritmo do jogo.

À capacidade técnica portuguesa, a Inglaterra respondeu com uma estrutura colectiva bem trabalhada e ainda com um desconcertante Walcott (excelente avançado!) a pôr em sentido a defesa lusa. Além da cultura táctica revelada, a Inglaterra mostrou-se forte do ponto de vista físico. Na selecção portuguesa, destaque-se a segurança de Ricardo Batista, a acção dinamizadora de Paulo Machado e o peso de João Moutinho (embora longe do brilhantismo) nos processos de jogo algo previsíveis da equipa.

publicado por Augusto Semedo às 16:03

20
Nov 07

Os árbitros húngaros vistoriam o campo, observam atentamente as redes das balizas e tiram fotografias para a posteridade. Do alto da bancada, o flash atrai atenções. A iluminação artificial está a baixa luz, esperando as selecções nacionais de sub-21 de Portugal e Inglaterra.

As cadeiras estão ainda vazias. Falta hora e meia para o jogo entre duas das melhores selecções desta categoria, a segunda mais importante da hierarquia. Águeda devia sentir orgulho em ser anfitriã. O frio, hoje menos, e a chuva, que quase por milagre deixou de cair, que se lixem!

Lá fora, o movimento é diminuto. Alguns carros, finalmente, permitem ter ainda a esperança de algum calor humano durante a partida. Todos estão a postos, voluntários, polícia, dirigentes, tarefeiros...

Entretanto, o estádio clareia e as equipas chegam. Do relvado, os jogadores olham em volta. As cadeiras continuam vazias de orgulho!

P.S. - Cerca de quatro mil pessoas foram indiferentes à noite gélida de terça-feira e sensíveis à importância do jogo de sub-21, entre Portugal e a Inglaterra, dando algum colorido às bancadas do Estádio Municipal de Águeda.

publicado por Augusto Semedo às 19:25

Novembro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
16
17

18
19
23
24

26
27
30


subscrever feeds
mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

2 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO