COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

23
Ago 07

As estadas mais directas que ligam Águeda a Aveiro são pouco condizentes com as exigências da vida actual. Falo da ligação directa ao nó do Mamodeiro da A1 (por Oiã) e da principal via para a capital do distrito (por Travassô).

Ambas foram projectadas no tempo dos carros de bois, mantendo o traçado e, principalmente nas localidades, as características daquela época (salvo o piso, obviamente). As intervenções que sofreram não se adaptam às necessidades de mobilidade desta época.

Os 20 quilómetros que unem as duas cidades (Águeda e Aveiro), que representam uma área com uma população superior a 150 mil habitantes, são percorridos com evidente dificuldade, têm demasiados pontos negros e não asseguram a desejada mobilidade das pessoas nem suportam a actividade económica gerada.

Passam por várias povoações, sendo estreitas e sem espaço para a circulação de peões. Não cumprem, portanto, os requisitos mínimos de segurança.

A implementação de medidas reguladoras de trânsito, necessárias face à saturação das vias e à segurança dos cidadãos, tornam hoje mais moroso chegar ao destino.

Face à ausência dos investimentos reclamados há muito, conseguirá Águeda, algum dia, ‘vencer a batalha’ das acessibilidades?

publicado por Augusto Semedo às 11:32
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12
Ago 07

O que faz, afinal, evoluir um atleta? As vitórias e os títulos de campeão? Ou a seriedade com que se encara o trabalho proposto e a superação?

As vitórias são motivadoras e enchem o ego de quem as consegue. São importantes; mas podem ser inconsequentes, no futuro do atleta, se não encontrarem consistência no processo formativo e se não forem alicerçadas num trabalho persistente.

Superar é ir à procura de fazer cada vez melhor, é ter a certeza de que faremos amanhã melhor que hoje, dando respostas ainda mais firmes perante os diferentes desafios que a competição permanentemente coloca.

Se todos os dias, em treinos e jogos, o atleta procurar ultrapassar os seus próprios limites, em situações competitivas diversas, tentando vencer as suas próprias capacidades, estará em busca da superação.

Neste caso, o atleta, devidamente enquadrado num processo formativo, garantirá a sua evolução.

Haverá sempre metas competitivas a atingir, mesmo na formação, mas sempre na sequência do trabalho realizado. Metas realistas, que nem sempre passam pela vitória - muito menos pela vitória a qualquer preço - mas por objectivos de performance aferidores da evolução conseguida.

publicado por Augusto Semedo às 12:53

07
Ago 07

Fazer parte de um projecto, seja ele desportivo ou outro, implica que se definam objectivos e se saiba que caminho seguir para os atingir.

Muito longe estão os clubes da organização. Ela encontra-se dependente em grande parte da definição de um modelo de clube. A instabilidade directiva - a constante mudança de direcções e, como se assiste amiúde ultimamente, os impasses para se encontrar uma solução - condiciona a sua evolução.

Ademais, a prática do exercício do poder em Portugal pouco apela ao contributo dos que têm conhecimento e experiência em áreas específicas. Imperam, por isso, princípios tantas vezes desajustados; e 'corta-se' radicalmente com o passado, não se avaliando as experiências anteriores ao ponto de se lhes reconhecer a existência de pontos positivos.

Não tem sido tarefa nada fácil dar o contributo para o salto qualitativo que é necessário acontecer à actividade desenvolvida nos clubes da nossa dimensão.

Mais do que razões orçamentais, é na definição do que pretendem ser os clubes que se achará o modelo mais conveniente e, em total coerência, se estabelecerão os princípios fundamentais que devem reger a actividade por si gerada.

Vem isto a propósito dos três vectores essenciais para um efectivo crescimento de instituições que se assumem no dia-a-dia como pilares das sociedades locais: Clube, Equipa e Atleta.

- O Clube é a entidade geradora de riqueza desportiva. Define a estrutura e cria condições para o desenvolvimento de um trabalho sustentado; 

- A Equipa é a célula produtora de competências. Aproveita e potencia talentos a partir das dinâmicas grupais que for capaz de gerar;

- O Atleta é a personalidade capaz de interpretar os conceitos definidos superiormente e de aplicar o seu talento num contexto colectivo.

É indispensável que o Clube tenha a formação de uma Identidade como a sua coluna vertebral: identificação dos seus diversos agentes com o clube para que se entendam numa 'linguagem comum', respeito pela sua história e tradição, aumento da sua coesão interna e fortalecimento da sua imagem externa.

Neste contexto, e num 'trabalho de grupo' como o desportivo, a Equipa terá como preocupação central a criação de um espírito de corpo entre os seus componentes: contributo de cada um para um bom clima de trabalho, respeito pelas normas internas e regras de grupo, aperfeiçoamento da comunicação interna e reacção colectiva às dificuldades e a situações consideradas menos correctas.

Finalmente, o Atleta. A adopção de um perfil de atleta permite-nos definir quem melhor pode corresponder aos dois vectores anteriores. Poderão variar os traços de personalidade de cada atleta mas, a juntar à capacidade futebolística - atributos diversos que determinarão as diferentes tarefas e funções num plano de jogo colectivo -, elejo três critérios como decisivos para o "meu" atleta: vivência = a identificação; vontade e dedicação = gosto e capacidade de trabalho conducentes à superação; saber estar = boa relação com colegas e respeito pelas regras de grupo.   

publicado por Augusto Semedo às 22:10

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