COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

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Abr 07

O que terá levado a que um jogador com 32 anos e muitas épocas de experiência tenha colocado a mão à bola, na sequência de um pontapé de canto? E que o tenha feito quando tinha um cartão amarelo, sabendo que esse gesto faria a sua equipa ficar a jogar com apenas 9 jogadores a partir dos 40 minutos?

Precipitação? Ingenuidade? Irresponsabilidade?

Ou terá sido carregado em falta, por trás, pelo adversário directo, que entretanto perdera a posição face ao seu movimento?

Não terá sido transformada uma falta do defesa (para grande penalidade e a exigir acção disciplinar do árbitro) em infracção do jogador que se encontrava em acção ofensiva?

Porque não teve o árbitro o mesmo critério quando dois jogadores locais colocaram a mão à bola, em jogadas idênticas à que determinou a outra expulsão, ainda nem se tinha esgotado a meia hora inicial?

Porque foi o árbitro tão lesto a admoestar os meus jogadores com cartões amarelos?

E porque não agiu o árbitro em conformidade, na fase inicial do jogo, quando um defesa da minha equipa foi agredido pelo jogador que marcou o golo da Sanjoanense? Ao contrário do que o árbitro disse, no intervalo do jogo, o nosso adversário não fez falta, agrediu sem necessidade o meu jogador, já a jogada estava perdida.

Porque transformou o árbitro em falta uma recuperação de bola perfeitamente legal, que iniciava uma jogada de perigo para a equipa local?

No jogo anterior, em casa, porque foi o árbitro tão lesto a marcar a grande penalidade contra nós quando, na primeira parte, deixou passar em claro uma outra na área do nosso adversário? Porque anulou o seu auxiliar, sem sentido, várias jogadas perigosas de ataque, na fase de reacção à desvantagem no marcador? Porque foram marcadas tantas faltas no nosso meio campo, na segunda parte, muitas das quais com os jogadores adversários a deixarem-se cair ao mínimo contacto físico?

Coincidência ou não, os dois últimos jogos foram esquisitos. E se houve - como haverá sempre - erros próprios que devem ser corrigidos com o trabalho diário, quem sente o seu esforço desrespeitado desta maneira tem o direito à indignação.

P.S. - O que sucedeu no fim do jogo, com um experimentado agente do futebol, mais legitima o nosso direito à indignação. 

publicado por Augusto Semedo às 23:34

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