COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

13
Mar 07

A tremenda alegria exibida por todos os membros do grupo, no final do jogo, era plenamente justificada: evitáramos o inferno! Como enfatizava um dos mais experientes, numa sentida e oportuna comunicação ao grupo, na euforia do balneário: "Não estamos mortos!" E deixava um aviso: "Temos de continuar assim!"

Nada há de mais reconfortante que trabalhar durante a semana e ser recompensado no final, principalmente após uma prestação muito positiva. O jogo anterior fora traumatizante e a semana que se lhe seguiu foi difícil. Após quatro jogos a ganhar confiança, a equipa ficara abalada e desconfiada de si própria. Agora, em Tondela, provou novamente ter razões para acreditar; mas também que o equilíbrio emocional é fundamental para assegurar um rendimento mais consistente.

Para uma equipa marcada meses a fio pelo insucesso - 10 derrotas em 13 jogos disputados de Setembro até meados de Janeiro, a que se junta a derrota para a Taça de Portugal frente a um adversário do campeonato distrital -, passar da depressão à euforia é algo frequente. A natureza humana é assim. Porém, o desporto de competição expõe muito mais a componente mental. E depois de quatro jogos a mostrar ser tão capaz como as equipas que jogam na primeira metade da classificação, o Tocha foi um aviso de que não há facilidades e de que o que faz a diferença é a preparação cuidada para cada jogo. Sem desvios.

Em Tondela, a equipa nunca se desorganizou, cumprindo à risca o plano estabelecido para o jogo. Controlámos os pontos fortes do adversário e jogámos de forma a explorar os seus pontos fracos, estratégia normal mas que neste jogo correu (quase) na perfeição. Defensivamente conseguimos; nas transições para o ataque voltámos a encalhar na primeira parte. Mesmo assim, a ocasião de golo mais soberana pertenceu-nos. Podemos, no entanto, chegar mais vezes à frente, com qualidade, como fizemos desta.

Só o golo do adversário, que mais uma vez nasceu do nada, não fazia parte do plano. Mas ainda bem que aconteceu. A equipa esteve mais uma vez soberba a reagir e, mesmo no campo do primeiro, mostrou que pode dar a volta às contrariedades, por mais injustas que sejam, virando as coisas a seu favor.

Quando entraram os dois avançados - que, desta vez, iniciaram em simultâneo o jogo no 'banco' -, a confusão na defesa adversária foi total. A ideia transmitida antes do jogo, de que quem está de fora deve concentrar-se totalmente no que se passa dentro do campo para, depois de entrar, desequilibrar a nosso favor, ficou demonstrada. Não marcaram, é certo, mas abriram espaços e confundiram marcações, possibilitando que outros o fizessem.

Uma equipa é isto: todos são importantes!

Importa agora dar continuidade ao nosso trabalho, aproveitando com inteligência a confiança e a alegria que uma vitória destas traz. Pode dar-nos mais força e uma motivação acrescida para um campeonato que é duro, equilibrado e susceptível de nos reservar muitas surpresas (nem todas agradáveis). 

Importa olhar para nós e encontrar soluções para ultrapassar as rasteiras e os adversários. Em Janeiro, quando assumi, ninguém acreditava ser possível sair da depressão em que todos mergulhavam; nos últimos dois meses, ganhámos no campo do 1º, e em casa ao 2º e 4º classificados, tendo ainda prestações muito positivas em dois campos de adversários bem colocados na classificação. E já pontuamos fora. Mas só com equilíbrio emocional e sem perder organização de jogo, só com estabilidade e sem perder força colectiva, poderemos ter sucesso.

publicado por Augusto Semedo às 11:07

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