COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

22
Abr 10

Douro sereno

publicado por Augusto Semedo às 22:39

16
Dez 08

Fui já a alguns Mc Donald's mas ainda em nenhum tinha tido o grato privilégio de pagar uma ida ao WC. Aconteceu agora em Bruxelas, capital belga e do chocolate, cidade do Atomium, da Grand Place e do menino que é visto por milhares a urinar. Há (haverá) uma lenda e a romaria de turistas contempla aquele pequeno boneco com a pilinha à mostra e verter água em permanência.

Montar o negócio do penico parece dar resultado. A longa fila naquela estreita escada rumo ao WC confirma o elevado número de cidadãos desejosos de se aliviarem. Chegados ao piso inferior, pagarão 30 cêntimos de euro e entrarão em casas de banho normalíssimas, bem melhores que outras certamente encerradas se tivessem sido alvo de uma qualquer inspecção por parte da ASAE.

De resto, as promoções do restaurante estão praticamente ao mesmo preço, o que leva a considerar a hipótese do negócio do penico poder ter sucesso naquela movimentada capital da União Europeia. Até porque o chocolate que nos entra pelos olhos e o frio que o corpo suporta com dificuldade podem causar apertos inoportunos... 

 

NOTA: Querem uma fotografia do Natal em Bruxelas? daquem-e-dalem.blogspot.com

publicado por Augusto Semedo às 00:37

04
Out 08

A embarcação apinhada de material avançava e recuava naquele estreito canal rodeado de edifícios. À sua frente, encostado, um barco; a seguir, uma ponte obrigava a que os tripulantes - habitualmente dois nos de carga - se baixassem para continuarem a lenta marcha; depois, mais embarcações seguiam destinos diferentes.

Esta, mal avançava, obrigava-se a recuar. A ponte era ainda mais estreita que o canal e não passavam duas em simultâneo; depois, para passarem uma pela outra não poderia estar uma terceira estacionada na borda.

- Oh, não! - parecia dizer a tripulação, que voltava a recuar depois de espreitar, novamente, por debaixo da ponte, uma nova embarcação a surgir em sentido contrário. Sem azedume, tudo feito num ritmo e com um espírito peculiar. Todos parecem conhecer-se bem e de há muito. 

É normal, por exemplo, cumprimentarem-se efusivamente enquanto cruzam embarcações. E os gondoleiros, naquele seu jeito elegante e sereno na condução dos típicos barcos, emitem sons indicativos aos colegas que os seguem pelos labirínticos e apertados canais, avisando-os da existência de uma outra embarcação ao virar da esquina.

É preciso sentir Veneza. Observar o grande canal, onde se cruza todo o tipo de embarcações, por entre intenso tráfego, sem que ninguém estorve a marcha de outro; passear tranquilamente pelas ruas seculares, estreitíssimas e também elas labirínticas, sem a presença de veículos motores; admirar o imenso património histórico, que se estende por todo o núcleo urbano e não se restringe apenas às emblemáticas praça e Catedral de São Marcos (Património da Humanidade) e ponte de Rialto...

E o 'glamour' - escutar grandes obras musicais na praça São Marcos, passear de gôndola pelos canais, saborear uma boa refeição em ambientes acolhedores...

Há mais, numa Veneza onde o barco substitui o carro. Na distribuição postal, em acções de socorro com ambulância, nos transportes públicos, na recolha do lixo... Com a complexidade de recursos materiais e humanos que tal situação exige. Até as esquadras dos 'Carabinieri' dão directamente para os canais, onde os esperam lanchas a partir das quais se deslocam para cumprirem acções policiais. 

Há ainda o mercado, com uma impressionante variedade de peixe e fruta. A indústria do vidro, tradição na ilha de Murano, está bem evidenciada nas ruas de comércio venezianas - que nos apresentam ainda fascinantes máscaras de carnaval, encantadoras criações artesanais que incentivam a uma atenta apreciação.

publicado por Augusto Semedo às 23:20
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