COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

10
Jun 13
Há os aproveitadores, que têm o dom de converter para si momentos conjunturais favoráveis, e aqueles que esgravatam, afocinhando para dar uma nova dimensão a individualidades e ao colectivo que integram.
Uns manipulam ardilosamente, ou insinuam-se descaradamente, navegando à superfície conforme o fluxo; outros mergulham tão fundo nas correntes dos fazeres e às tantas, arrastados, são não raras vezes engolidos por quem emerge à sua volta.
O mérito de quem afocinha é quase sempre incompreendido e muito dificilmente reconhecido! Poucos compreendem os fazeres que alimentam uma realidade, muito menos o sentimento dos que a promovem (o sustento moral, base espiritual para as acções, e as manifestações de vontade, força motriz para o empreendimento), as decisões e os conteúdos que possibilitaram superar desafios num percurso geralmente longo e sinuoso, e os momentos marcantes que determinaram a sua evolução.
Depois, há os invejosos, intriguistas que desdenham em permanência realidades alheias. Os invejosos, chafurdando no lodo, nunca acreditarão verdadeiramente que um dia também eles poderão determinar realidades próprias, sólidas e limpas.
Este é o habitat da mediocridade, amedrontado por alguns, vencido pela emoção e a intriga de muitos, rendido ao negativismo de todos; que não investe no imenso potencial adormecido e condicionado, que desconfia do fazer bem e se desgosta do fazer alheio.
publicado por Augusto Semedo às 17:13
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Junho 2013
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