COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

04
Out 08

Com o gigantismo do estádio Cork em fundo, uma atenciosa senhora de Dublin apressou-se a saber se estava tudo bem ou se precisava de alguma coisa. Em plena Curragd Road, quando recuava na procura do melhor ângulo, estatelei-me na via não sei bem porquê. Ainda este hobby tinha meses...

Um ano depois, enquanto calcorreava um dos percursos pedestres na serra de Açor, fui parar inesperadamente a um silvado. O percalço obrigou-me a voltar atrás, a umas belíssimas quedas de água que já havia apreciado, procurando encontrar solução para os inúmeros vestígios que ardiam pelo corpo todo. Lá continuei...

Agora, foi o lodo a trair-me na borda do canal, enquanto procurava novamente um melhor enquadramento para mais um boneco. Quase provocava um banho nas águas venezianas, levando comigo máquina e objectivas. O inesperado, no penúltimo degrau de uma pequena escadaria de pedra, não deu tempo para pensar. Valeu o instinto de cair para o lado da parede. Ficaram pequenos hematomas e alguns arranhões. E as calças sujas. A máquina protestou, não queria atinar com as melhores definições para as capturas seguintes, mas depois lá perdoou. Afinal, as quedas que mais nos magoam são mesmo aquelas que nos ficam marcadas pelos lodos do dia-a-dia.

Fica, porém, a questão: fotografar será assim tão perigoso?

publicado por Augusto Semedo às 22:29
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