COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

29
Ago 08

Enquanto Albergaria se insurge contra a degradação de uma infra-estrutura construída há 19 anos, Águeda espera resignada a construção de uma estação rodoviária (o seu Centro Coordenador de Transportes…) reclamada seguramente há três décadas.

Se o CCT de Albergaria reflecte um pouco do que se passa pelo país – não basta construir, é preciso zelar pelos novos equipamentos -; a inexistência de uma estação rodoviária adequada e funcional em Águeda mostra a incapacidade dos poderes públicos resolverem problemas sentidos há muito.

Se o então moderno e funcional equipamento de Albergaria é vítima de um certo modo de estar na vida (atracção pela destruição…) com que alguns vão manifestando ausência de sentido cívico e um espírito miserabilista; a anacrónica e degradante estação rodoviária de Águeda enfrenta, entre outros problemas, questões de segurança que só não estarão mais expostas porque ainda não morreu ali gente.

Se o CCT de Albergaria (agora abandonado…) mereceu honras de inauguração, com o inevitável desfile de figuras proeminentes da época; a almejada ER de Águeda vai originando negociações tão complicadas, mas tão complicadas, que apodrecem antes do fruto.

Falta brio e consistência em sociedade de pompa e circunstância.

 

Nota: Este texto tem alguns meses. Foi escrito a propósito de um trabalho jornalístico de José Manuel Alho sobre a degradação do CCT de Albergaria, publicado nas páginas do RA. Republico-o na sequência dos actos de vandalismo verificados esta semana naquele local - que chegaram ao que julgamos ser o extremo. O texto manter-se-á actual até quando?

publicado por Augusto Semedo às 11:22
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Agosto 2008
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