COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

20
Fev 08

Num clube, o treinador saiu. Treinava um escalão jovem e era constantemente desautorizado pelo dirigente, curiosamente pai de um jogador habitualmente suplente. O copo transbordou quando, antes de um jogo, o treinador tinha a equipa definida no quadro, em frente aos jogadores, e o director chegou, desfez o 'onze', definindo outro.

Num outro clube, foi recebido com entusiasmo um convite para os seus jogadores irem assistir a um evento desportivo. Dificilmente recusável para quem se identifica com o promotor do convite. Em consequência, uma equipa faltou ao seu compromisso - o jogo nesse mesmo dia -, perdendo-o administrativamente por número insuficiente de jogadores.

Estes casos são falados à boca pequena. Há clubes assim, que quando são falados são-no apenas por bons motivos.

Mas, há casos em que assim não é. Onde tudo é motivo de dúvida, de murmúrio, de boatos, de insinuações... Por mais coerência que haja, por mais cuidados que se tenham num turbilhão de interesses e conveniências, dentro e especialmente fora.

Nuns casos, as dificuldades são minimizadas e os erros desvalorizados, sobrando atenção para o lado (bem positivo...) das acções empreendidas; noutros, a realidade que gravita à sua volta promove precisamente o inverso, transportando consigo uma conveniente (para alguns) carga negativa.

Hoje, em muitos ambientes, quem tenta construir não se concentra apenas na sua tarefa; resiste ao miserabilismo que ameaça transformar instituições prestigiadas em realidades menores, insuficientes e descaracterizadas, sujeitas a interesses múltiplos, circunstanciais e desencontrados. 

publicado por Augusto Semedo às 22:14

Fevereiro 2008
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