COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

15
Jan 08

Os vidros dos carros, estacionados na rua dos Caldeireiros, apareceram partidos no começo do dia. Do seu interior, nada havia para desaparecer. Soube-se depois que o mesmo tinha acontecido naquela madrugada em Aveiro e Esgueira. E em Barrô.

- Não são de cá, vêm dos lados do Porto! - afiançava a Autoridade.

Parece que é por mero vandalismo. Simplesmente porque apetece fazer. Mas também para roubar. As técnicas, pelo que nos é dito, são apuradas. Cada vez mais apuradas.

A Autoridade sabe. - Andamos atrás deles, não dormimos, fazemos horas atrás de horas, arriscamos... mas se não os apanhamos em flagrante nada feito! E depois é vê-los na rua, como se nada fosse.

Há desalento. A autoridade não existe. - Não os querem lá, dão despesa. Preferem-nos cá fora! 

Temos de tomar precauções... mas, nunca se sabe. Os nossos passos estarão a ser cuidadosamente observados, as nossas rotinas analisadas; seremos nós as vítimas que se seguem?

- Como as coisas estão poderemos vir a ser um país da América Latina!

Ouvira antes de um qualquer cidadão, não pensara que um dia o pudesse escutar da Autoridade desautorizada, tantas vezes ridicularizada. Desacredita-se. 

publicado por Augusto Semedo às 12:09
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Janeiro 2008
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