COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

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Dez 07

Esta não é uma história perfeita. Dificilmente será a história sonhada na infância. Mas é uma história real! Como todas elas, feita de momentos altos e de outros que nos ajudam a crescer ainda mais, a ver hoje o Mundo diferente, a ser agora melhores Cidadãos.

O futebol - este mundo que junta à volta de objectivos comuns tantas personalidades peculiares e tão diversas maneiras de interpretar os infindáveis acontecimentos que o rodeia -, tem, como poucas realidades, esse poder. É uma verdadeira escola para a vida!
Recheado de momentos mágicos e outros de desencanto, momentos de comunhão mas também de desencontros. Promove sentimentos diversos e mesmo contraditórios. É exigente nas rotinas diárias, na competição, nas relações interpessoais! Desperta competências adormecidas, estimula no desportista qualidades morais e manifestações de vontade que o cidadão pode aproveitar para a vida – na sua vivência familiar, profissional e comunitária.
O jogador a quem me dirijo neste escrito assinou o seu percurso futebolístico porque foi capaz de reunir um conjunto de pressupostos nucleares ao crescimento e ao rendimento de um atleta, potenciadores de competências necessárias à boa prática do jogo:
Sentir o que faz! = identificação com o jogo, com a equipa, com o clube…
Gostar do que faz! = prazer, dedicação, empenhamento…
Concretizar o que faz! = vontade, superação… capacidade de trabalho!
Saber estar! = boa relação com colegas e respeito pelas normas e regras de grupo, contribuindo para um bom ambiente e espírito de equipa.
O jogo nunca foi um problema mas uma oportunidade. Os desafios, momentos de afirmação pessoal e da equipa!
Há posturas e atitudes que ficam especialmente guardadas nas recordações do nosso percurso. Ainda hoje, aos atletas mais novos que procuramos orientar para o futebol e para a vida, há exemplos evidenciados.
Um deles é o dele, já júnior. Conto aos mais novos o que a ele era exigido para vir treinar e recolher de imediato ao colégio, onde era aluno interno, antes da hora estabelecida para o fazer. Que a mãe o ia buscar ao estádio, com o jantar na marmita, para ele poder comer enquanto o conduzia. Ele não faltava, não pedia para sair mais cedo, não deixava de dar o seu melhor. Limitava-se a cumprir como todos os outros, não alimentando excepções, ajustando-se à realidade e às regras estabelecidas.
Este exemplo ajuda a compreender porque cresceu ele tanto nas últimas etapas da sua formação – e depois, já sénior, porque confirmou e desenvolveu novas competências, chegando onde muitos outros poderiam e/ou desejariam.
A vida continua. Renovam-se projectos. Esta é também uma história incompleta…
excertos do prefácio para o livro de um amigo
publicado por Augusto Semedo às 12:39

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