COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

06
Nov 07

Aquela manhã trazia à lembrança o tempo trocado que vivemos. O dia acordava ameno mas depressa a temperatura fazia lembrar os melhores dias de Verão. Estranha-se este Outono, que seca os cursos de água e deixa as matas à tentação de pirómanos.

Coja, a vila que espelha ainda as belas casas senhoriais no leito do rio Alva, outrora fonte de riqueza pela exploração de ouro, despertava-nos para o que se seguiria: um percurso pedestre na área protegida da Serra do Açor. Junto às quedas de água da Fraga da Pena e às portas da Mata da Margaraça. 

A tranquilidade permite afastar-nos do bulício diário que enfrentamos. Respiramos os odores da floresta e contemplamos o que nos rodeia. Sentimo-nos convidados a envolver num espaço simultaneamente tão próximo e tão distante do mundo frenético das nossas canseiras.

Pouca gente. Nenhuma gente. Um ruído de motor, de vez em quando. Ao longe, uma aldeia, Pardieiros, de casas brancas. Depois, a mata, a estrada de terra batida, as quelhadas de Relva Velha e a aldeia de Monte Frio. O xisto anuncia a famosa aldeia de Piódão. Estradas estreitas, no alto das montanhas, levam-nos até lá. A paisagem impressiona.

Piódão contempla-se. A gastronomia convida a um repasto. Novo percurso pedestre leva-nos, vale adiante, até Foz d'Égua. Uma ponte suspensa faz recordar aventuras cinematográficas com a chancela do mestre Spielberg. O tempo, de repente, voltou para trás.  

publicado por Augusto Semedo às 17:22
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