COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

23
Ago 07

Sem surpresa, Fernando Santos foi a vítima mais recente de um modo de estar na vida. É um exemplo mais a evidenciar a fragilidade dos treinadores de futebol neste país. É um sinal claro de que os líderes têm de mudar de muletas para não caírem, adoptando posturas populistas e demagógicas. É preciso afinal que a ilusão se mantenha viva.

O discurso anunciava o fim há várias semanas. Há sinais, esse e outros, que se entendem à distância. Primeiro, há que fragilizar, o plantel, a imagem, as relações de solidariedade; segundo, há que colocar pressão, alimentada pela ilusão de julgar que se tem; terceiro, há que atribuir a outros, nem que seja por outros, a responsabilidade da sua anterior contratação; quarto, há que dar a estocada final!

Os treinadores, em Portugal, são os alvos quando tudo corre mal. Nem que um clube com a dimensão deste comece a época com indefinições a mais, com demissões na estrutura de apoio, com abandonos, vendas e compras. Saiu Simão, entraram três! Duas semanas depois, fala-se em mais quatro. Três mais quatro são sete... quase uma equipa! Será o treinador responsável pelo amadorismo dos dirigentes?

Há contratações trazidas à estampa como grandes concretizações. Tardam em confirmar. Por incapacidade ou por desadaptação. Haverá um modelo de jogo definido, como sucede com os rivais? Poderá haver um modelo se o treinador não sabe se conta amanhã com quem trabalhou hoje? E os jogadores que entraram, corresponderão ao perfil pretendido pelo treinador para desempenharem as tarefas e funções que o próprio pretende para estruturar a equipa, dando-lhe a necessária e decisiva dinâmica colectiva?

Esqueçam... O treinador é que não percebe nada daquilo! Devolvam-nos a ilusão...

publicado por Augusto Semedo às 11:46

Agosto 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
24
25

26
27
28
29


mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO