COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

02
Abr 08

O pólo de Vigo do Instituto Camões colabora nas comemorações da reconquista da então vila às tropas de Napoleão, mantendo uma estreita relação com as autoridades e a população local.

Foi responsável pela presença do Toques do Caramulo, uma criação da d'Orfeu que se impõe no panorama musical. O grupo tem-se revelado em reconhecimento à criatividade dos seus concertos e teve a honra de fechar o 199º aniversário da efeméride. 

O pólo do Instituto Camões funciona num dos mais importantes edifícios da cidade: a Casa de Arines. Data do século XVI e situa-se em pleno 'casco velho', na praça de Almeida, em honra ao General português que contribuiu para a reconquista de Vigo. Em 1994, o município de Vigo, com a concordância da Junta da Galiza, cedeu ao Estado Português o uso, a título gratuito e por 100 anos, da Casa de Arines. Aqui, funciona uma biblioteca, um centro multimédia e salas de exposições, e, proximamente, uma videoteca, com as últimas novidades do cinema luso.

publicado por Augusto Semedo às 18:02
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publicado por Augusto Semedo às 18:01

Que os espanhóis gostam de dançar não é novidade mas que o façam ao som de música tradicional da serra do Caramulo… “Ahhh, Caramulo!”, dizia alguém que parecia saber onde ficava. E nem os ameaços de chuva, o frio da noite de Vigo e o atraso do início da actuação, afastaram o público do espectáculo do Toques do Caramulo.

 

O Luís Fernandes cumpriu o objectivo de interagir com o público, uma das imagens de marca do projecto Toques do Caramulo, e pôs toda a gente a dançar as modinhas da região.

 

A actuação culminou dois dias de festejos. De origem popular, promovidos pela própria população da zona histórica (ou ‘casco velho’), com gente de todas as idades envolvida em actividades tradicionais.

publicado por Augusto Semedo às 18:00

Há portugueses metidos na história da reconquista de Vigo às tropas napoleónicas e a reconstituição da efeméride, presenciada por milhares de pessoas, fez de dois deles figuras centrais. Um, o General Miguel Almeida e Silva, é mesmo um dos heróis da revolução popular, pois foi ele que, incentivando-a, a tornou irreversível.

Com ‘franceses’ – recebidos com vaias pelo público, que se envolve profundamente na reconstituição – e populares locais trajados a rigor se assinalou a efeméride. A Praça da Constituição, mesmo no centro da pequena zona histórica da então vila, estava apinhada.

As cenas principais são retratadas e o público participa. Com apupos aos franceses e ovações a cada sucesso dos que defendem Vigo. Eis que, a dado momento, um general de modos rudes irrompe na varanda do então Hotel da Vila. “Olha a bandeira portuguesa!”, observou um espanhol, ali ao lado. O homem desencadeia a revolução popular e, com outro general espanhol, lideram a reconquista de Vigo. “Viva Portugal!”. “Viva!”. “Viva Vigo!”. “Viva!”

Os protagonistas, trajados a rigor, expulsam os franceses da praça - “Fora! Fora! Fora!”, grita o público que assiste mas entretanto se sente envolvido na reconstituição - e descem as ruas a caminho do porto marítimo. A multidão, impressionante, segue-os. “Fora! Fora! Fora!”, continuam a gritar. Dá-se o combate final junto às Portas de Laxe. Todos seguem para o porto, onde os franceses são repatriados de barco ao som de fogo de artifício.

Vigo e Napoleão - Como muitos outros lugares da Península Ibérica, Vigo foi ocupado pelo exército francês em 1809. A resistência popular a esta invasão provocou um levantamento, liderado por militares, que terminam com um assalto às muralhas e com a expulsão do exército napoleónico. Este episódio motivou a concessão a Vigo do título de cidade Fiel, Leal e Valorosa.

Hoje com cerca de 300 mil habitantes (eram 30 mil em 1910), é a maior cidade da comunidade autónoma da Galiza. O seu porto marítimo tem importante actividade pesqueira, sendo o principal porto pesqueiro da Europa. A cidade é o centro comercial e económico do sul da Galiza e referência da principal área industrial da comunidade autónoma galega, mercê do crescimento verificado nas décadas de 60 e 70 do século XX.

publicado por Augusto Semedo às 18:00
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