COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

27
Dez 07

Esta não é uma história perfeita. Dificilmente será a história sonhada na infância. Mas é uma história real! Como todas elas, feita de momentos altos e de outros que nos ajudam a crescer ainda mais, a ver hoje o Mundo diferente, a ser agora melhores Cidadãos.

O futebol - este mundo que junta à volta de objectivos comuns tantas personalidades peculiares e tão diversas maneiras de interpretar os infindáveis acontecimentos que o rodeia -, tem, como poucas realidades, esse poder. É uma verdadeira escola para a vida!
Recheado de momentos mágicos e outros de desencanto, momentos de comunhão mas também de desencontros. Promove sentimentos diversos e mesmo contraditórios. É exigente nas rotinas diárias, na competição, nas relações interpessoais! Desperta competências adormecidas, estimula no desportista qualidades morais e manifestações de vontade que o cidadão pode aproveitar para a vida – na sua vivência familiar, profissional e comunitária.
O jogador a quem me dirijo neste escrito assinou o seu percurso futebolístico porque foi capaz de reunir um conjunto de pressupostos nucleares ao crescimento e ao rendimento de um atleta, potenciadores de competências necessárias à boa prática do jogo:
Sentir o que faz! = identificação com o jogo, com a equipa, com o clube…
Gostar do que faz! = prazer, dedicação, empenhamento…
Concretizar o que faz! = vontade, superação… capacidade de trabalho!
Saber estar! = boa relação com colegas e respeito pelas normas e regras de grupo, contribuindo para um bom ambiente e espírito de equipa.
O jogo nunca foi um problema mas uma oportunidade. Os desafios, momentos de afirmação pessoal e da equipa!
Há posturas e atitudes que ficam especialmente guardadas nas recordações do nosso percurso. Ainda hoje, aos atletas mais novos que procuramos orientar para o futebol e para a vida, há exemplos evidenciados.
Um deles é o dele, já júnior. Conto aos mais novos o que a ele era exigido para vir treinar e recolher de imediato ao colégio, onde era aluno interno, antes da hora estabelecida para o fazer. Que a mãe o ia buscar ao estádio, com o jantar na marmita, para ele poder comer enquanto o conduzia. Ele não faltava, não pedia para sair mais cedo, não deixava de dar o seu melhor. Limitava-se a cumprir como todos os outros, não alimentando excepções, ajustando-se à realidade e às regras estabelecidas.
Este exemplo ajuda a compreender porque cresceu ele tanto nas últimas etapas da sua formação – e depois, já sénior, porque confirmou e desenvolveu novas competências, chegando onde muitos outros poderiam e/ou desejariam.
A vida continua. Renovam-se projectos. Esta é também uma história incompleta…
excertos do prefácio para o livro de um amigo
publicado por Augusto Semedo às 12:39

23
Dez 07

 

 

A manhã soalheira não foi certamente suficientemente convidativa para um passeio pelas margens da lagoa. Ou então as preocupações natalícias de última hora determinaram uma frenética corrida aos centros comerciais. Os parqueamentos, repletos, e as estradas, congestionadas, não enganavam.

Afinal, um passeio domingueiro à praia significa, para muitos, circular vagarosamente em filas de trânsito, dando a volta às principais artérias e regressar à proveniência. Às vezes, com uma soneca pelo meio dentro da viatura.

As coisas, de facto, não acontecem por acaso. Buscando exemplos aparentemente desencontrados consegue-se entender porque há decisões que (não) se tomam e realidades que se mantêm, por muita tinta que a consciência de alguns faça correr. Porque não se valoriza nem se desfruta. Porque teima o cinzentismo. 

publicado por Augusto Semedo às 22:13
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18
Dez 07

A ruralidade e a ligação umbilical com o mar assemelha-se ao que conhecemos em vastas áreas do nosso país. Como a timidez no aproveitamento dos seus recursos naturais e patrimoniais para o turismo, o relativo desordenamento do património erigido e a necessidade de emigrar para melhorar condições de vida.

À falta de tempo para novas decobertas, revisito esta Galiza ainda distante dos grandes centros. Que nos recebe com cordialidade e nos presenteia com sabores tradicionais.

publicado por Augusto Semedo às 14:45
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