COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

29
Mai 07

São veredas e levadas, por entre montanhas e vales, locais que fazem da paisagem um (re)encontro sereno do Homem com a Natureza. Uma oferta que conquista turistas, sobretudo estrangeiros, novos e muitos deles já entradotes, corajosos na abordagem dos altos e baixos de percursos definidos, exigentes mas inspiradores.

É a simpatia e a hospitalidade, a gastronomia e a tradição, a história e a modernidade. É o bolo de caco, o peixe fresco, as espetadas e a poncha. É o dialecto, quantas vezes imperceptível. São os licores e o artesanato; os museus e jardins; os túneis que aproximam as pequenas comunidades locais e evitam as labirínticas estradas que serpenteiam as imensas montanhas. É a vegetação, densa tantas vezes, e paisagens que nos reconciliam com a pureza de um Mundo que tão pouco partilhamos...

   

publicado por Augusto Semedo às 17:43
tags:

Terminada a época 2006/2007, foi-me solicitado que respondesse a algumas questões, em género de balanço, ao semanário Soberania do Povo. O teor é o que segue:

 

1- O que correu mal no Recreio para não conseguir a manutenção nos nacionais?

R – Entrando apenas em Janeiro, como entrei, não me compete fazer o balanço da época. O que posso dizer do nosso trabalho, da minha equipa técnica, médica e dos jogadores, é que não temos motivos para nos envergonhar com o que fizemos. Fomos a sexta equipa mais pontuada no conjunto dos 15 jogos que orientei e, tirando dois jogos, deixámos tudo em campo. Melhorámos a eficácia defensiva e ofensiva, fomos mais competitivos e demos uma imagem mais consentânea com as responsabilidades históricas do clube. A generosidade dos jogadores merecia outro desfecho!

 

2- Que repercussões poderá trazer para o clube esta descida aos distritais?

R – A descida é má, sem dúvida. Mas, muito pior que a descida, será manterem-se os motivos que originaram esta situação. O clube continua a ter muita gente que o segue, que vive o seu dia-a-dia, internamente é um clube com uma enorme vitalidade (é só ver o movimento que gera diariamente no estádio municipal…), continua também a ter muita gente que gostaria de ser presidente; precisa é que todos esses aguedenses se unam em torno do clube e deixem de alimentar questiúnculas geradoras por vezes de alguma instabilidade.

 

3- Está disponível para treinar o Recreio de Águeda na próxima época?

R – Segundo sei, o presidente vai pedir para que sejam convocadas eleições. Só com uma direcção, e dentro desta com um departamento de futebol à altura das responsabilidades do clube, será possível avançar para uma nova época. Terei todo o gosto em contribuir com o meu trabalho para a regeneração desportiva do clube mas, primeiro, terão de ser criadas condições para que tal seja possível.

 

4- Que conselhos daria aos responsáveis do Recreio da próxima época?

R – Os conselhos que possa dar são coisas internas, porque um trabalho num clube exige lealdade e solidariedade entre todos os agentes importantes para o seu sucesso.

 

5- Poderá o Recreio voltar aos nacionais na próxima época, atendendo que para o ano defrontará equipas como o Gafanha, Paços de Brandão, Canedo, Cesarense e Estarreja, entre outras?

R – O Recreio é um clube com história, continua a ser uma referência desportiva do concelho de Águeda e é capaz de se regenerar desportivamente. Há exemplos de clubes, em Portugal e por esse mundo fora, que viveram momentos mais delicados e nem por isso deixaram de ser uma referência e de perder peso e influência; pelo contrário, foi nesses momentos que ganharam mais força e dinâmica. Depende sempre do envolvimento das pessoas. Quem esteve em Anadia, no domingo, viu que uma equipa que desceu tinha tanta ou mais gente a acompanhá-la que um clube, também com história e prestígio, que festejou a subida. Se fosse ao contrário, o Recreio teria feito da subida uma festa bem maior, porque tem mais força associativa. Sobre o próximo campeonato, digo-lhe que esses clubes que referiu, e outros que não nomeou, irão ter no Recreio a principal referência da época. Essa é uma responsabilidade que os aguedenses devem assumir.

publicado por Augusto Semedo às 16:09

21
Mai 07

"Grande dignidade em campo. Ninguém podia exigir mais à equipa técnica e aos jogadores. Abraço"

Esta foi a primeira de algumas mensagens que recebi após o jogo em Anadia. De um ex-atleta e actual treinador, de alguém que esteve sempre próximo nesta missão que não terminou como todos queríamos. E a quem agradeço o apoio, em especial naqueles momentos que quem anda nisto sabe que não são particularmente favoráveis.

Aos jogadores pedi que fizessem, no derradeiro compromisso de uma época difícil (tormentosa para quem a viveu desde os seus primeiros meses), que fizessem, dizia, uma homenagem ao seu trabalho, ao seu esforço e à sua capacidade de resistência mental.

Seria esse o objectivo fundamental para o jogo com o Anadia. O que se passava nos outros campos só nos poderia vir a interessar se saíssemos vitoriosos do nosso jogo.

Não saímos. Saímos tristes e destroçados. Mas conscientes de que, apesar do resultado, trabalhámos até à exaustão por um desfecho positivo. Jogámos mais e melhor, pressionámos, criámos oportunidades... Caímos com honra!

De pouco terão valido as minhas palavras no fim, num balneário despedaçado, mas senti a obrigação de me curvar perante a imensa disponibilidade dos jogadores: "Nunca me senti tão orgulhoso de vocês como hoje!"

Agradeço ao grupo - jogadores, equipa técnica (Carlos Miguel e Rui Marques) e médica (enfermeiros Miguel e Pedro). Demos a cara, fomos Homens. Lá diz Manuel Sérgio: "Mais importante que a vitória e a derrota, é a forma como se ganha e se perde". 

publicado por Augusto Semedo às 11:51

Maio 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
19

20
22
23
24
25
26

27
28
30
31


subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO