COISAS E COISINHAS DO NOSSO MUNDO augusto semedo

06
Mar 07

O resultado foi decepcionante. Mais ainda porque nada fazia prever que a equipa fizesse lembrar um passado de que, à custa de grande coragem, dava mostras de conseguir libertar-se. Perdemos o jogo e a possibilidade de somar 10 pontos em 15 possíveis. O que seria extraordinário, tendo em conta que essa média, própria de uma equipa dos lugares de topo, sucedia ao período de 13 jogos/9 pontos. Subiríamos na tabela e estaríamos a três escassos pontos da linha da salvação. Ganharíamos "peito" para os compromissos que aí vêm.

A realidade, porém, é bem diferente. E falhámos totalmente. Sem desculpas! Falhámos fundamentalmente na abordagem ao jogo porque, ao contrário dos anteriores, fomos complacentes: aceitámos o que nos quiseram dar e pouco fizemos para influenciar. Esta era uma face da equipa ainda desconhecida para mim, após os bons exemplos deixados nos quatro jogos anteriores que dirigira. Tanta complacência permitiu dar confiança ao adversário, que se limitou a aproveitar as circunstâncias do jogo para assumir vantagem no marcador.

Se quisermos recuperar não podemos voltar a dar os pontos sem o adversário lutar por eles. Nem podemos atacar muito sem eficácia; fazer circulações sem criar rupturas; conquistar a linha sem produzir assistências certeiras... No fundo, ter a bola sem profundidade. Nem podemos sofrer golos do... nada, perante um adversário que pouco precisou de atacar para marcar. Podemos ter assimilados processos colectivos de jogo ausentes há pouco tempo, principalmente nas transições para o ataque, mas assim não saberemos tirar proveito dessa melhoria.

O futebol é ingrato, dir-se-á. Será assim, mas só em parte. É preciso, porém, ter a consciência de que cada jogador pode influenciar o sentido de jogo, sempre, seja qual for o adversário, dando mais força colectiva à sua equipa, dentro das tarefas e funções que lhe estão destinadas. Cada jogador tem de sentir-se importante no conjunto para poder influenciar o jogo. Para isso acontecer, a atitude de domingo não se poderá repetir mais e teremos de voltar a ser o que fomos antes.

Se, de repente, o que parecia estar a ser (quase) perfeito se transformou num momento doloroso, o inverso também é possível. Porque quem conseguiu sete pontos recentes contra adversários da primeira metade da tabela pode perfeitamente influenciar futuros compromissos. E quem perdeu com quem não devia deve reagir e ganhar contra quem menos se espera.

publicado por Augusto Semedo às 12:44

comentário:
Para mim, adepto massacrado pelos estampanços recorrentes, é consolador ler o Semedo na primeira pessoa. Após as dezassete de domingo passado, vim ao blogue do treinador para consolar a inquietude. O consolo chegou hoje. Força e obrigado pela partilha.
Luís Fernandes a 6 de Março de 2007 às 17:53

Março 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
16
17

18
19
24

25
26
29
30
31


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

2 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO